terça-feira, 4 de setembro de 2012

Madrugada

A noite é fria ou quente
A madrugada sombria
É difícil descrever
Vós terais que ver
Como é a madrugada.

Se achas que noites são ríspidas
O que dirás das madrugadas
Onde o vento frio bate seco no peito
E esfria o coração.

Com umas expressão triste
Ela ri para mim
Com lágrimas nos olhos
Fura-me com seus espinhos

É o enigma da madrugada
Que me leva por essa estrada torta, sem volta
Que faz da vossa felicidade morta
E que levou meu juízo à perdição.

Por que és tão sombria?
Por que não desisto de vós?
Por que levas minha alegria?
Tenebrosa madrugada.

Meu Amor

Deixe o tempo passar
Deixe as coisas acontecerem
Deixe que o tempo diga
O que há de se dizer.

Nosso amor é de semblante alegre
Nosso amor é de ferro
Não há quem desalegre
Nem quem desabe vosso ego.


Tu me fazes sentir o bem
Que no passado fora mau
E o desconhecido
Que antes fora banal.


O medo é teu defeito
Deveria amar o vosso feito
Queria ter te visto direito
Para depois não ouvir seu rezingar
Afinal, ninguém é perfeito.

És minha fonte de coragem
Em que reflito minha imagem.

O Meu Medo - Receio

Medo de ser o que não quero
Medo de não ter a quem ater
Medo de um futuro áspero
Medo de não ter o conhecer.

Com mágoas eu carrego a vida
Com dores eu impregno a alma
Com ódio eu alimento a fúria
Mas com medo apenas sinto acabar
Ao que fora vívido, extenuar.

Não tenho o medo que tu tens
E sim do que começou no fim
Que extravasou do conto
E na sua forma finda atingiu a mim
Pois meu medo é não ser amado
Pelo que por mim é sagrado.




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cogitação Coloquial (com tons bucólicos)

O que mais teme o fraco
É a existência do mais forte
Assim é o paradoxo da vida
Irai vós entender...

O desgraçado adora ao mal
O dedicado ama a Deus
Prega o bem banal
Desacredita na improbidade
Mas a pratica nas costas do Criador.

Difícil é ser desconhecido
O conhecido provém do conhecimento
No ato de conhecer
No produto do conhecer.

Há quem é cognoscente e não sabe
E o que não é, mas dissera que sabe
Pois aposta na sua fé
O ser primoroso que não é.

O viver não é tão simples
Existem regras para impôr limites
Porém, o que parece ser útil é inútil
E é sempre de forma temível
Que o homem se depara com o que mais teme:
A morte.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O que é incomum no comum, socialmente.

Levando a uma análise simples, do ponto de vista social, comum é ver as pessoas andarem na calçada com seus animais de estimação, seus filhos, seus amigos, etc. O incomum dentro disso são as diferenças que de tempos em tempos alteram ou apenas mudam e afastam essas pessoas do que antes era comum. O filho de um pode ser claro ou negro, o animal pode ser um gato ou um cachorro, a calçada pode ser reta ou torta e os amigos quase sempre de diferentes divisões éticas e modos de viver (não vou me aprofundar muito nessa parte, pois levaria a outro assunto). Mas o que há de incomum nisso? Simplesmente porque o comum  trás consigo a essência de uma população cotidiana de certa região. Você sempre reconhecerá o seu vizinho ao passar pela rua, mas se o mesmo aparecer com um corte de cabelo diferente, um acompanhante desconhecido ou qualquer coisa que o diferencie da forma pela qual ele é visto pelo seus olhos, provavelmente haverá um questionamento na sua mente e, consequentemente, você, como qualquer outra pessoa que o conheça, achará essa nova tendência um tanto quanto incomum por parte desta pessoa. 
Após essa análise é de praxe da mente humana pensar e refletir: "Será que isso acontece comigo? Se não, porque eu não consigo perceber?". Aí que entram as diferenças entre a forma de pensar do cidadão normal e do cidadão que possui certo conhecimento sobre o saber filosófico. Qualquer um que teve a audácia de usar o conhecimento discursivo para compreender essa análise conseguiu, com sucesso, receber a mensagem principal transmitida pelo texto, que seria como o incomum entra em contato com o comum nas relações sociais. Isso só serve para mostrar como existem diferenças no modo de interpretar as várias categorias literárias contidas em nossa língua, e de que cada ser humano, dentro da sua análise comum pode achar incomum as informações contidas em textos como esse, que utilizei apenas de poucos minutos do meu dia, com intervalos de mínimos segundos entre cada palavra escrita, o que o torna, em relação ao tema escolhido, pouco abrangente, escasso de informações, mas que expressa minhas ideias de forma clara e objetiva.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Desenho 2

                  Segundo desenho!
Desenho original com as cores mais suaves.


Versão estilizada.
 O cabelo ficou meio estranho, mas o resultado foi bom